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Ed. 1057 - Meu rock não!

 

   Durante recente entrevista, Flávio Morgenstern, arguto intelectual e escritor conservador, fazia suas reflexões sobre o viés progressista/esquerdista da música contemporânea, em particular do Rock. Um ouvinte então disparou: não vá falar mal do meu rock!
Pois é, para a decepção de muitos, que curtem o rock dos anos 70-90, a explanação de Flávio sobre a origem e ideologia de muitas das bandas de rock internacional  são uma verdade inconveniente. Mas decepções fazem parte da vida adulta. Vamos lá!
Autores europeus consideram o surgimento do Rock como uma rebeldia no campo cultural, uma vávula de escape ao opressor regime comunista na Tchecoslováquia na década de 60.
De lá ele descambou para a Europa Ocidental, sobretudo Reino Unido, para um viés progressista, numa contestação generalizada à religião, normas sociais, política e estado. Sex Pistols são uma das bandas mais emblemáticas, que em 1976 criou o Punk, que proclamava rebeldia e a Anarquia.
   Nesse descaminho ideológico, algumas bandas de Rock passaram a fazer apologia à ideologia de gênero, perversão sexual, violência e drogas. Eric Clapton, na sua música Cocaine (cocaína), sugere o uso da droga pra combater uma tristeza ou frustração. Que dica, hein!?
Um sintoma dessa degeneração foi o trágico fim de muitos cantores, que morreram de suicídio, overdose ou AIDS. Só pra citar alguns famosos: Sid Vicious (Sex Pistols), Janis Joplin, Jim Morrison, Jimi Hendrix, Heath Ledger, Freddie Mercury, Kurt Corbain.
Certamente não encontraremos um paralelo na música sertaneja, gaúcha, brega, pagode, samba... E não é obra do acaso, mas da associação do estilo musical com um estilo de vida promíscuo, depravado, libertino.  Mas o marxismo cultural extrapolou o Rock e viu na música em geral um terreno fértil, especialmente a música pop.
Um exemplo é a música Karma Chameleon, lançada em 1983 pela banda britânica Culture Club, que fez sucesso nas rádios e tv no Brasil, e eu, que adorava aquele embalo, sequer  imaginava que se referia a uma pessoa que se via como camaleão em termos de gênero, ora ativo ora passivo.
   No Brasil o Rock nacional, que efervesceu na década de 80, seguiu o mesmo caminho, tendo ícones com final trágico como Raul Seixas, Cazuza e Renato Russo. Mas o caldo cultural se expandiu para outros estilos musicais.
Até a Xuxa, rainha dos baixinhos, supostamente defensora da ingenuidade infantil, deu espaço para excrescências como a apresentação da banda americana 20 Fingers, que cantou o sucesso ‘Short dick man’, em 1995 no Xou da Xuxa. A música tinha o seguinte refrão, repetido à exaustão: Don’t want no short dick man. Em tradução livre, significa: não gosto de homem de pinto pequeno.  
Pelo menos nesse caso tínhamos a barreira do idioma, que levava boa parte dos ouvintes a curtir apenas o embalo do ritmo, sem noção do que tratava a letra. E hoje, quando aberrações vem em bom e claro português?
   MC Carol é uma mostra bizarra, com seu funk ‘Liga pra samu!’, que tem o seguinte refrão: Liga pra Samu!/ Liga pra Samu!/ Ela quis transar com três/ Deu hemorragia no cu.
Chocado? Pois é, nossos filhos podem estar ouvindo isso agora no celular.
Rodrigo Constantino, no livro ‘Memórias de um ex-libertário’ faz um alerta:
“Os socialistas se adaptaram e passaram a priorizar a cultura, não mais a economia, como instrumento de poder totalitário (…) para destruir os pilares de nossa civilização”
Tenhamos, portanto, a certeza de que qualquer mudança de rumo necessária para nossa sociedade, passa obrigatoriamente pelo campo da cultura.

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