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Ed. 1056 - Ambientalista melancia

 

   Qualquer pessoa mais atenta ao noticiário já percebeu o quanto a questão ambiental tem sido pautada na grande mídia, pelo menos até o Covid chegar. Queimada aqui, derramamento de óleo acolá, celebridades internacionais dando pitaco...
Como nem tudo que reluz é ouro, esse apelo ecológico nem sempre é legítimo e nobre, realidade que buscaremos desvelar aqui, começando pela emblemática ECO-92.
Ocorrida em 1992 no RJ, esse encontro mundial em prol da causa ecológica reuniu milhares de participantes e representantes de quase todos os países para debater e definir estratégias e metas para salvar o planeta da destruição causada pelo homem.
Na obra ‘O livro negro da nova esquerda’ os argentinos Agustin Laje e Nicolás Marques revelam o pano de fundo que impulsionou os movimentos indigenista, de gênero e ambientalista na década de 90.
O que parecia uma autêntica e louvável mobilização popular, na verdade escondia  um movimento internacional de esquerda muito organizado, tendo a ecologia como subterfúgio. Daí o ambientalista ‘melancia’: verde por fora, vermelho por dentro.
O que ocorreu em 1992 foi uma das consequências do desmoronamento do socialismo na década de 80, refletido na queda do Muro de Berlim (1989) e no  esfacelamento da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Vejamos o que dizem os autores:
“ante a ausência do suporte soviético, e com a consequente necessidade de solucionar esse vazio, todas as estruturas de esquerda tiveram que fabricar ongs (...) para acomodar não somente a sua cartilha, mas também a sua militância, as suas bandeiras, os seus clientes e as suas fontes de financiamento. (...) dirigentes, escritores, delinqüentes juvenis e organizações variadas encontraram-se desamparadas, sem suporte discursivo e sem revolução que pudessem defender ou enaltecer, verificando, essas correntes, a necessidade de maquiar-se e encastelar-se por detrás de novos argumentos e bandeiras, que oxigenariam seus envelhecidos e desacreditados slogans.”
E uma dessas novas bandeiras foi o ambientalismo, que enganou muita gente séria e as usou como massa de manobra. Pessoas bem intencionadas achavam estar de fato contribuindo para um meio ambiente melhor, enquanto certas ONGs tiravam proveito político e financeiro da causa ambiental, pouco interessadas nos cidadãos e até mesmo na natureza.
O exemplo maior é a Amazônia brasileira, que comporta centenas de ONGs, teoricamente envolvidas com a preservação da natureza, mas pouco interessadas na população. Não à tôa, os cerca de 30 milhões de brasileiros de lá sempre viveram desamparados. Chega ao cúmulo do caso de membros de ONG serem acusados pela Polícia de provocarem incêndios na floresta para obter vantagens financeiras.
Segundo o escritor Rodrigo Constantino, para certos ambientalistas da ‘esquerda caviar’, todas as espécies devem ser protegidas, exceto os humanos, que devem se sacrificar pelo equilíbrio ecológico. Ideia também defendida pelo falecido explorador francês Jacques Custeau, que pregava a eliminação de pessoas para estabilizar a população mundial e manter o equilíbrio ecológico.
São hipócritas que comparam a vida de um ser humano (exceto a sua própria) a uma formiga; que militam contra o uso de ratos como cobaias da indústria farmacêutica, mas não abrem mão dos remédios disponíveis dessa mesma indústria no balcão da farmácia da esquina.
Não podemos negar a necessidade de se criar padrões de vida menos impactantes ao ambiente, mas sem radicalismos descolados da realidade das pessoas comuns. É necessário compatibilizar desenvolvimento, humanismo e proteção do meio ambiente.

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