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PALAVRA DE MULHER: Ed. 1059

Rei Roberto sem preconceito

  Roberto Carlos, o grande cantor romântico brasileiro acaba de completar 80 anos. Alguns meses mais velho do que eu, vem de uma geração que começou carreira brilhante nos anos sessenta.

As características de Roberto Carlos fazem dele uma unanimidade hoje, como cantor, compositor, ser humano invejável e longevidade saudável como de poucos brasileiros.

Mas nem sempre foi assim. Contemporâneo de Erasmo Carlos, Elis Regina, Jair Rodrigues, Nara Leão, Chico Buarque, Vinícius e Tom Jobim, foi chegando devagarinho como quem não quer nada.

Eu mesma, que sempre gostei de música, ouvia com um certo preconceito o “calhambeque bibi” de suas primeiras apresentações. Afinal, estávamos entrando e continuamos por muitos anos numa ditadura militar em que a juventude mais intelectualizada corria atrás de qualquer manifestação de protesto.

Porém, sucesso e maturidade podem vir com o tempo.

E Roberto Carlos foi crescendo, crescendo... E nós, os universitários da época, ouvíamos com atenção as belíssimas composições de Chico Buarque, cheias de sutilezas poéticas, denúncias veladas e muito ritmo.

Ouvíamos Elis Regina, a Pimentinha que não deixava por menos. A gauchinha era “faca na bota”, tinha opinião e posição. E continua para mim, a maior cantora brasileira. E por isso, como ser político, se vivesse em Alegrete, teria “subido a lomba”.

 Caetano que é outro fenômeno, fez da Tropicália um marco na vida artística do país. E como Roberto Carlos, continua até hoje com uma vitalidade musical invejável. Fruto do talento e do trabalho. 

Como dizia Érico Veríssimo: “A inteligência é o farol que nos guia, mas é a vontade que nos faz caminhar”. 

Assim, o Rei completa seus 80 anos com ganhos e perdas que fizeram dele um ser abençoado. A fidelidade com os amigos, como se vê na sua relação com Erasmo Carlos, depois de anos de separação: “Você meu amigo de fé, meu irmão, camarada...”, a música que dedicou ao Caetano Veloso em seu exílio voluntário em Londres: “Debaixo dos caracóis dos seus cabelos /

Uma história pra contar /

De um mundo tão distante /

Debaixo dos caracóis dos seus cabelos /

Um soluço e a vontade /

De ficar mais um instante”. 

Ainda o amor derramado pelas mulheres de sua vida, a partir de sua mãe com a linda canção “Lady Laura”.

E por fim, no dia exato em que o Brasil inteiro lhe prestou homenagem, ele dá o melhor exemplo para essa população ousada que não se cuida. “Não venham aqui. Estou em casa com a precaução necessária que exige essa pandemia. E ao ser perguntado qual a canção que escolheria para esse dia, ele responde, sem titubear: “Jesus Cristo”. Sem nenhum preconceito em manifestar sua fé, explícita, sincera e bonita de se ver.

Parabéns, Robertinho! És um brasileiro que nos enche de orgulho.

Cursos de Idiomas

A Pandemia não veio só para mexer com a saúde. Elementos importantes como nossos Cursos de Idiomas fecham suas portas por absoluta impossibilidade de sobrevivência.

Falarei a respeito em outra ocasião, pois a sementinha que criamos com o “Curso de Inglês Fellowship” com Zéca Prado e Rosa Puerta, produziu excelentes profissionais, também formados pela nossa extinta Faculdade de Letras da URCAMP.

Lamentável

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