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PALAVRA DE MULHER: Ed. 1057

Educação no Estado

   

   Parece que a pandemia veio para colocar a humanidade toda em confronto com o que é realmente importante: como nos comportamos diante do outro, a par de um egoísmo que grassa as relações sociais e, ainda pior, como reagir diante do indispensável que se faz impossível, diante da realidade caótica.
É o caso da educação. Não acredito que a maioria das pessoas não almejem o melhor neste setor. Até porque a discussão é séria e envolve a preparação de futuras gerações. Mas como podemos vislumbrar, os resultados ainda são muito abaixo do desejável. 
   Passei toda a minha vida, absolutamente ligada à educação. Com uma mãe professora, de uma inteligência privilegiada, passei minha infância cercada de livros e de bons livros e bons professores. E me dediquei profissionalmente a fazer do aluno a minha meta.
Aí vem uma mudança importante: ninguém mais tem espaço em casa para guardar livros e o argumento é que Dr. Google resolve tudo. Não é bem assim. O contato às vezes é fundamental. De certa forma, isso assemelha-se ao namoro por internet. Dá certo? As vezes sim, às vezes não.
Mas voltemos ao assunto educação no Estado. De um lado um governo que, justiça seja feita, preocupa-se com a qualidade da educação, mas trata os profissionais da área a pão e água.
Salário indigno e parcelado, escolas, não todas, mas muitas, sem a mínima condição de higiene e conservação, vacina contra o vírus aos profissionais da área como algo ainda remoto, e uma comunidade também um pouco distante dos dramas e das necessidades da educação.
   Diz o CPERS: Seis anos sem reajuste, 40% de perdas salariais, direitos retirados, entre outras queixas pertinentes.
Comunidade gaúcha: assim não dá para ter bons profissionais e a responsabilidade é de todos nós.
E aí, os meios de comunicação anunciam: “Governador substitui Secretário da Educação pela Doutora em Educação Raquel Figueiredo Alessandri Teixeira, vinda de experiências positivas em Goiás e São Paulo”. Que bom que o Brasil possa contar com pessoas destacadas como a Drª.   Raquel .
Confesso, porém, que levei um choque. Será que o Rio Grande do Sul, com Universidades destaques no continente como a UFRGS, a PUCRS, a UFSM, entre outras, que surpreendem pelo ensino pela pesquisa que desenvolvem, mesmo com poucos recursos. Onde andam? Confesso, também, que ouvi uma entrevista com a secretária e constatei ser a convidada, alguém que tem uma visão ampla, um diagnóstico correto e uma vontade política surpreendente, para um país que não sabe para onde ir.
   O Rio Grande do Sul já foi destaque entre os estados brasileiros. Hoje, o Ceará que como estado nordestino lutava para vencer problemas estruturais é hoje líder nacional e nós estamos em 16º lugar em avanços na educação, em comparação com todos os estados brasileiros.
Portanto, seja bem-vinda, professora  Raquel Figueiredo Alessandri Teixeira. Que a senhora possa ter apoio para que nossas crianças, seus pais e seus professores possam festejar alguma coisa boa, entre tantos desmandos, desacertos, desconfortos, tristezas e atrasos neste belo país que é nosso e se chama Brasil.
Enquanto isso, esperamos que a comunidade gaúcha valorize tanta mente brilhante e alguns políticos bem intencionados, para que possamos voltar a surpreender com resultados positivos na educação do futuro de nossos jovens.
O presente é agora. A responsabilidade é nossa. Pensar e agir é indispensável.

Enquanto isso...
Tenho em minhas mãos um manifesto político, assinado por três ex-prefeitos: Adão Faraco, Erasmo Silva e Nicanor Sobrosa.
Preciso de um bom tempo para, como cidadã, humildemente ter opinião formada a respeito. Considero, no entanto, que é louvável, não só a preocupação, mas o manifesto público de inconformidade.
É tempo de pensar. É tempo de reagir. É tempo de esclarecer.
Nossos ex-prefeitos estão fazendo isso. E desejamos que, realmente isso possa resultar em uma ampla tomada de consciência de que democracia é a vontade de todos, pois nenhum presidente, governador ou prefeito são donos do poder. Eles são autoridades escolhidas por uma maioria que não quer ver frustrada a esperança de dias melhores.

 

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