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Nada surpreende

artigo de: Francisco Berta Canibal, Economista e produtor

   “ Consultando minha modesta biblioteca, tenho evidencias do que ocorre hoje, pois quase tudo que ocorre 
foi previsto, assim nada me surpreende.”
“O que me surpreende são as faltas de soluções”.
   Considerando o livro Pássaros Feridos cuja autora Coll Mc Cullough, narra um dialogo interessante, que transcrevo: na Austrália no inicio do século XX criou-se um vírus para liquidar com a invasão de coelhos. Um adolescente criado em uma fazenda e sabendo do massacre que houve no fim da primeira guerra mundial, afi rmou: - não se precisará mais de bombas. E considerando o livro “Os Novos Senhores do Mundo”, de John Pilger, australiano e jornalista investigativo, revela as engrenagens do moderno imperialismo. Na introdução cita o livro de George Orwel, 1984, escrito em 1949. Neste romance Orwel descreve uma sociedade dominada por três lemas: guerra é paz, liberdade é escravidão e ignorância é força.
   O Vice-Presidente da República General Mourão, em palestra na FIERGS, sobre Segurança afirmou: “no Brasil, o crime organizado é organizado e o Estado não”. Surpreendeu-me as palavras do General, afinal ele fez e faz parte das forças armadas. Hoje se fala muito das baladas, que é um dos pilares do crime organizado. Por certo Roberto Campos, hoje teria que acrescentar em sua famosa frase: Os coreanos não investirão no Brasil, pois teriam que entender a legislação tributária, a legislação trabalhista e juro, e mais a propina.” Por certo, acrescentaria a balada.

   Nestes dias em que estamos enfrentando uma crise global, com guerras híbridas e a pandêmica, simplesmente estas deixam os donos do Mundo agirem com todo o seu poder e estão dominando mais espaços, e com isto enfraquecendo e liquidando com os Estados. Os poderosos manobram os Estados - Nações e transparece o domínio definitivamente com este poder econômico, como os verdadeiros donos 
do Mundo. O poder econômico domina. As 16 transnacionais imperam, eis a prova. Considerando a Cargil 
parte do poder das 16: “Diariamente, quando nos sentamos a mesa ( uma minoria que ainda pode), para o café da manhã, a maior parte do que comemos ; cereais, pão, café, açúcar e assim por diante- estes passaram pelas mãos da minha empresa afi rma seu titular. E temos com metas de duplicar o volume de negócios a cada período de cinco a sete anos. Isto dá-se o nome de “livre comércio”.
   Com isto os pequenos produtores, bem como hortas comunitárias sucumbem. Porém poderemos em 
nossos municípios do Rio Grande do Sul, reverter este quadro, ao menos em parte. Tupandi - RS, é um dos 
exemplos. A produção de alimentos de nosso País, como exemplo da ação dos poderosos, está à disposição dos povos ricos pelo mundo afora, manipulado, enquanto o Povo Brasileiro sofre com uma inflação importada. Seus míseros salários perderam poder de compra, como um raio em 2020, enquanto os exportadores e importadores ( chineses) simplesmente acumulam lucros inimagináveis. Há menos de dois anos passados, eram os agricultores suas vítimas, abandono de lavouras, hoje parceiros temporários. E o Estado Brasileiro nada faz, e ainda aplaude os saldos positivos da balança comercial. 
   Aplaude por ironia a fome e corta os valores do auxilio emergencial. Enquanto isto o projeto renda mínima permanece engavetado, apesar de ser recomendado pelo Consenso de Washington. A vacina é uma incógnita. Por outro lado falta um projeto emergencial para educação, pois crianças estão sem escola, e consequentemente estão dispersas, principalmente as mais pobres. Consideramos o que já está 
acontecendo e sendo divulgado e debatido, estudos que comprovam que isto tudo levará a um atraso de 
mais de quinze anos na educação e consequentemente na economia brasileira. ( JC de 20.03.2020 ass. Nelson Almeida)
Salim Mattar se retirou do Governo Federal, e declarou que são 56.000 brasileiros que se valem do Governo. 
Por outro lado se comenta abertamente, os que se aproveitam da economia brasileira, são 200.000 brasileiros. E que só temos dois liberais segundo Salim, ele e o Guedes. Com isto tudo permanece como estava tanto é que hoje na vitrine política o tal do Centrão, berço político do atual Presidente. 
A pandemia veio a demonstrar aos brasileiros que cabe exercer-se a cidadania, 
e se fortalecer a administração e a política municipal, e com coragem. Os munícipes defenderem interesses municipais, é condição primeira, pois o Governo Federal, há anos sendo de direita ou de esquerda simplesmente olha os munícipes como redutos políticos de cidadãos de segunda classe enquanto não conseguem cumprir os notáveis de Brasília com suas próprias obrigações e isto desde a construção de 
Brasília. Reduto destes de como donos do Brasil, a serviço dos donos do Mundo e não do Povo Brasileiro, chega ser ridículo e constrangedor, esta realidade, a Nação a deriva, e os gastos públicos sendo majorados pela cúpula que simplesmente se autoproclamam defensores dos interesses do Povo, porém a mando dos 16 poderosos grupos citados.

“Volto a citar George Orwel; ignorância é força,”
Em 05 de abril de 2021

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