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Dia do Trabalhador : Uma data de muita reflexão

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História

O dia do Trabalhador remonta ao Dia 1º de maio de 1886, quando uma greve foi iniciada na cidade norte-americana de Chicago, com objetivo de conquistar  condições melhores  de trabalho, principalmente a redução e jornada  de trabalho diária, que chegava a 17 horas, para oito horas.

No Brasil, este movimento teve início com a chegada de imigrantes europeus no Brasil, as ideias de luta pelos direitos dos trabalhadores vieram junto. Em 1917, houve uma Greve geral. Com o crescimento do operariado, o dia 1 de maio foi declarado feriado pelo presidente Artur Bernardes, em 1925.

Até o início da Era Vargas (1930–1945) certos tipos de agremiação dos trabalhadores fabris eram bastante comuns, embora não constituísse um grupo político muito forte, dada a incipiente industrialização do país. O movimento operário caracterizou-se, em um primeiro momento, teve influências do anarquismo e, mais tarde, do comunismo, mas com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, essas influências foram gradativamente dissolvidas pelo chamado trabalhismo.

Até então, o Dia do Trabalhador era considerado, no âmbito dos movimentos anarquistas e comunistas, como um momento de luta, protesto e crítica às estruturas socioeconômicas do país. A propaganda trabalhista de Vargas, sutilmente, transformou um dia destinado a celebrar o trabalhador em Dia do Trabalho. Tal mudança, aparentemente superficial, alterou profundamente as atividades realizadas no 1º de maio. Até então marcado por piquetes e passeatas, o Dia do Trabalhador passou a ser comemorado com festas populares, desfiles e celebrações similares.

A defesa dos direitos dos trabalhadores sempre esteve sob a luz das organizações de trabalhadores e, consequentemente requer repensar o sentido das organizações sindicais e o que se pretende para o futuro da sociedade brasileira. Porém estes direitos sofrem alterações com o passar do tempo, em circunstâncias de pressões vindas de movimentos sociais organizados, como ocorreu em 2017, com a nova Legislação Trabalhista, aprovada pelo Congresso Nacional.

 

Revisão de  conceitos

O 1º de maio  de 2021, torna-se- á inesquecível  ao mundo. Todos  vivem a pandemia  do coronavírus- covid – 19, que surpreendeu o mundo globalizado desde dezembro de  2019,  agravando no inicio de  2020 na Europa, Estados Unidos, e o Brasil em março, quando paralisou  todas as atividades produtivas e segmentos. Todos independente da atividade, tamanho e poder, foram  atingidos, abalando as estruturas, familiares e setores  produtivos.  Poucas as atividades que, por imperiosa necessidade  em nenhum momento obtiveram trégua, como:  Trabalhadores  na saúde, das indústrias de  alimentação, setor de cargas, transporte  coletivo, do Agro e  gêneros alimentícios, fato que merece profunda reflexão  sobre sua importância no contexto  social e da  vida humana, suas  engrenagem  no processo de ordenamento humano.

Registra-se  que, os trabalhadores como verdadeiros propulsores  do desenvolvimento  social, organizacional e produtivo, sempre foram e serão a mola propulsora de todas as  nações.

 

Covid pode levar 500 milhões à pobreza

Oxfam diz que situação no Brasil é preocupante devido às moradias precárias e à falta de saneamento básico

A crise econômica provocada pela pandemia de coronavírus pode levar mais de 500 milhões de pessoas para a pobreza, a menos que ações urgentes sejam tomadas para ajudar países em desenvolvimento. O alerta é da Oxfam, entidade da sociedade civil que atua em cerca de 90 países com campanhas, programas e ajuda humanitária.

A organização pede que os líderes mundiais aprovem um plano emergencial de resgate econômico para impedir que países e comunidades pobres afundem. Para a Oxfam, isso pode acontecer já na próxima semana, quando está prevista reunião entre ministros de Economia dos países do G20 (o grupo dos 20 países mais desenvolvidos), o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

De acordo com a entidade, os US$ 2,5 trilhões que as Nações Unidas estimam ser necessários para apoiar os países em desenvolvimento durante a crise do coronavírus vai requerer um adicional de US$ 500 bilhões em ajuda externa, incluindo o financiamento dos sistemas públicos de saúde dos países pobres. “Impostos emergenciais de solidariedade, como taxas sobre lucros excessivos e pessoas muito ricas, poderiam mobilizar recursos adicionais”, avalia a Oxfam, em nota.

Para a entidade, apesar de urgentes e necessárias, as medidas de distanciamento social e de restrição do funcionamento das cidades agravam a situação dos trabalhadores, com demissões, suspensão de pagamento de salários ou inviabilidade do trabalho informal.

O novo relatório da Oxfam, “Dignidade, não Indigência”, mostra que entre 6% e 8% da população global, cerca de 500 milhões de pessoas, poderão entrar na pobreza conforme os governos fecham suas economias para impedir que o coronavírus se espalhe em seus países. “Isso pode representar um retrocesso de uma década na luta contra a pobreza. Em algumas regiões, como a África subsaariana, o norte da África e Oriente Médio, essa luta pode retroceder em até 30 anos. Mais da metade da população global poderão estar na pobreza depois da pandemia”, destacou a entidade.

O relatório utiliza estimativas elaboradas pelo Instituto Mundial para a Pesquisa de Desenvolvimento Econômico, da Universidade das Nações Unidas, liderada por pesquisadores do King’s College de Londres e da Universidade Nacional da Austrália.

 

No Brasil, desemprego deve atingir mais 2  milhões

No Brasil, para a Oxfam, a situação é ainda mais preocupante devido às moradias precárias, à falta de saneamento básico e de água e aos desafios no acesso a serviços essenciais para os mais pobres. O Brasil tem cerca de 40 milhões de trabalhadores sem carteira assinada e cerca de 12 milhões de desempregados. A estimativa é que a crise econômica provocada pelo coronavírus adicione, ao menos, mais 2 milhões de pessoas entre os desempregados.

“O coronavírus coloca o Brasil diante de uma dura e cruel realidade, ao combinar os piores indicadores sociais em um mesmo local e na mesma hora. E é neste momento que o Estado tem papel fundamental para reduzir esse impacto e cumprir sua responsabilidade constitucional tanto na redução da pobreza e das desigualdades quanto na garantia à vida da população”, afirma Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil, em comunicado.

 

Mulheres

De acordo com a Oxfam, as mulheres precisam de atenção especial, pois estão na linha de frente do combate ao coronavírus e sofrerão o impacto mais pesado da crise econômica. “As mulheres representam 70% da força de trabalho em saúde pelo mundo e fazem 75% do trabalho de cuidado não remunerado, atendendo a crianças, doentes e idosos. As mulheres também são maioria nos empregos mais precários”,

diz a entidade.


 

Dia do Trabalhador:

Pandemia gera reflexão sobre sentidos do trabalho

Como está seu trabalho hoje? De que lugar você está cumprindo sua jornada agora? Qual cantinho você escolheu para exercer suas funções diárias? Para quem tem um ofício, com certeza as preocupações de pouco mais de um ano atrás eram outras. Talvez a tensão de não se atrasar, a ansiedade de concluir um prazo, ou o estresse porque o colega não cumpriu a tarefa e sobrecarregou você. Ainda lembra essas sensações? De planejar as atividades durante o trajeto, de chegar e desejar bom dia às pessoas que cruzavam no caminho, de pedir com licença para usar a caneta do colega e até de responder a uma pergunta com um sorriso? Já parece que faz tempo... E faz. O dia de trabalho já não é mais o mesmo.

São  milhares de   pessoas  que precisaram se reinventarem em suas atividades. São servidores que somam força de trabalho administrativo, resolvendo situações, dando estrutura para o pleno funcionamento das instituições, entidades, empresas; professores que repassam seus conhecimentos para o amadurecimento intelectual de milhares de alunos; são também pesquisadores que usam suas expertises para desenvolver ciência, em todas as áreas. Mas todas essas funções experimentam agora a condição que mais se ouve falar em tempos de pandemia: a de se reinventar.

“O conceito de trabalho pós-covid vai ser completamente diferente daquilo que a gente tinha. Vamos ter que descobrir novas formas  de nos relacionar com o público, com o governo, novas formas de atender às nossas demandas funcionais. E a gente está usando esse momento pra refletir, treinar, fazer capacitações de educação a distância e de ferramentas das novas tecnologias, mas também, para reprogramar as nossas atividades didáticas e funcionais para esses desafios que vão ser postos. Achamos que é um momento muito especial em que os trabalhadores nesse momento, têm que se reinventarem, mas a gente não pode abrir mão de preservar a vida”, enfatizou os especialistas do  Direito do Trabalho e os  lideres sindicalistas, ouvidos pela  reportagem do jornal EXPRESSO  MINUANO.

Na data em que se comemora o Dia Internacional dos Trabalhadores, em alusão à greve de 1886, iniciada nos Estados Unidos, quando se reivindicava melhores condições de trabalho, vemos boa parte do mundo ainda gritando pelo mesmo motivo. Com a pandemia de coronavírus, profissionais da saúde lutam por proteção. Até a longa jornada, premissa de conflito trabalhista, já não é um peso. O esforço é para salvar vidas, e em outras áreas, para não parar, se adaptar a uma realidade que chegou mais rápido do que muitos imaginavam, destaca a médica  Marilene de Oliveira Campagnollo,  Diretora Técnica da Irmandade da Santa Casa de Caridade de Alegrete e colunista do EXPRESSO MINUANO, e uma das baluartes no combate ao Civd-19, no Município.

Foi dela a iniciativa como médica e presidente da Sociedade de Medicina de  Alegrete, convocar todos os  dirigentes envolvidos com saúde municipal e região, em  março de 2020, com a imprensa oficial expondo  a gravidade da pandemia  em relação a saúde publica. Foi no salão de eventos da Santa Casa de Caridade  que, ela juntamente  com os médicos João Alberto de Almeida Pereira e Simone Estivalet, fizeram alerta máximo do caos que iria com o novo  vírus que, estavam  iniciando no mundo inteiro. Naquela data iniciava uma grande mobilização de todos os setores na busca de montar estrutura hospitalar, hospital de campanha e preparar as equipes de médicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares e setores da  saúde  para atender os possíveis  sintomas e casos da doença que, continua desconhecido o COVID 19.

Está sendo assim com os trabalhadores da maior instituição de saúde  publica  do  municipal – Hospital da Santa Casa de Caridade, continua  atendendo e efetivando o trabalho. E dentre tantos desafios, repensar sobre os conceitos de “essencial” e “lar”, que ganharam projeção e novas aplicabilidades nos últimos meses. “Enfrentamos com coragem e dignidade os obstáculos e lutas diárias, diz  a médica  Marilene  Campagnollo – que também  foi abatida pelos vírus, mas, superando com muita  coragem e cuidados. 

Neste 1º de maio parabenizo todos os servidores, efetivos ou terceirizados, que têm se unido para, juntos, atravessarmos esse momento adverso, solidificando cada vez mais a nossa instituição. Somos uma grande família! Parabenizo também os trabalhadores e  trabalhadoras, que tão aguerridamente têm demonstrado força, capacidade, respeito e comprometimento”, enalteceu Marilene  de Oliveira Campagnollo.

O dia 1º de maio deveria ser de pausa, descanso, mas além de reflexão, a data vai ser de preparativos para o futuro, como resumiu: Marilene. “São momentos em que a gente tem muito a aprender. O nosso fazer, o nosso dia a dia não vai ser igual ao que era antes quando a gente retomar as atividades. Definitivamente, não vai ser. Mas a gente está trabalhando para que sejamos melhores”.

 

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