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Coluna Marlene Feijó 

Com Palavras...

 

         O nome desta coluna plagiei das colunas do Dr. Pillar, pois quando ele queria combater  o que eu escrevia, na minha coluna Sem Palavras, com a sua coluna “Com Palavras” ele debatia cada ponto de vista meu ou opinião política que não o agradasse, mas tudo no campo das ideias. O meu Sem Palavras o irritou tanto que  ele me processou. Eu fiz a minha defesa, entreguei para o Dr. Jorge Newton e ao final eu solicitei o seu arquivamento. Mas não foi para falar em palavras (sem ou com) rusgas de muitos acertos entre mim e o ex Prefeito Pillar, o homem mais impoluto com o qual convivi. Foi sim para esclarecer minha posição politica porque andam duvidando disso. Isto não me incomoda, mas como não me omito,  esclareço.

          Saibam todos quer me queiram bem ou me  desejem mal, que eu sou partidária, filiada ao PP. Aos que perguntam, eu respondo: eu nasci e passei minha infância e juventude num lar “maragato” , Partido Libertador. Minha mãe era uma descendente direta de uruguaios. Além de bonita, inteligente e culta, ela se comunicava com cartas escritas a mão com Raul Pilla, Heitor Gallant, Joaquim Milano, João Peres dentre outros. Ao sair para seus comícios se cobria com seu lenço maragato. Ela muito cedo ia nos dando noções de políticas, de partidos. Ela via e vivia fora do seu tempo. Esta mãe não esperava que os filhos chegassem aos 7 anos para aprenderem a ler: então sentados a beira do seu fogão de lenha, ela nos ensinava a ler. O livro que ela usava era uma caixa de Maisena (aquela antiga amarela, onde maisena era escrita com z). Esta mulher nos deixou de legado: a importância de um partido politico(esclarecendo-o como representante de um grupo de pessoas da comunidade que defendem as mesmas ideias). Pois o partido dos Libertadores, o partido, foi rolando ´pedras na estrada até que chagamos à Arena. E eu como partidária (embora não concordasse com o que vinha acontecendo no Brasil) aguentei, no lombo, a Arena, a repressão, etc, não vou falar aqui o que todos sabem.

           Depois de ter os pés cravados no chão, a ideia saltitando na mente, mesmo assim, eu segui minha estrada como cidadã de partido, ultimamente o PP, que mudou tantas vezes, que eu digo que sou PDS.

            Mas nesta última eleição, eu votei no MDB, Márcio e Jesse, traí meu partido, não!  Quantas vezes veio a orientação lá de Porto Alegre. Agora somos Aldo, agora Britto, agora Ieda, agora Rigotto, agora Sartori. E eu cumpria estas  mas já desobedeci duas vezes: quando, para o Estado, ficaram para 2º turno Sartori e Leite. Eu fiquei com Sartori e fiz oposição a Leite, o candidato apoiado pelo meu partido. Isso não foi uma desobediência partidária, mas uma defesa da educação, pois é só lembrarmos daquele guri, chegado de Pelotas, a maneira grosseira, mal educada  e desrespeitosa com que ele tratava o governador Sartori. A segunda desobediência e consequência  de descumprimento da palavra o  que teria a minha ética, a minha moral. O PP tinha um compromisso com o MDB, assinado, palavra dada, registrada. E quase as vésperas das eleições resolveram (diretório e executiva do PP) pisotearem no compromisso assumido. Eu, como não tenho este temperamento, tenho meus princípios, reunimo-nos em família e decidimos pelo Márcio. Vamos cumprir com a nossa parte, para que a história não nos misture na gaiola dos sem palavras.

            Mas não sai do PP, o PP não tem dono, é um partido da comunidade, que não pensam, nem digam meia dúzia de aloprados que, saí do partido. Ele é mais meu partido do que 90% dos que hoje o dirigem.

           Então as ligações que recebo são verdadeiras faltas de respeito: dizem que eu estava votando no Márcio para ter emprego. Enlouquecerem? Esqueceram-se de que tenho 75 anos, lecionei 52, não preciso mais de trabalho, nem tenho saúde para tal. Eu nunca pedi emprego nem para os do meu partido. Duas gestões eu que trabalhei em cargos do PP, foram nos governos de Pillar e de Jardim e do Jardim que foram na minha casa me convidar. E não foram trabalhos rendosos: mas duas gestões cheguei de carro  e saí delas a pé mas tenho a certeza de que trabalhei e muito. Mas eu tenho esperança no PP , esperança de que os que estão atrás de emprego saiam e vão para o Sine. E devemos na próxima eleição partidária eleger líderes que de fato saibam honrar o partido e dignificar seus filiados.

            Para se inspirarem, olhem a galeria dos ex-presidentes que está na sede do partido. Quem sabe resolvam escolher entre eles um já basta. Leiam suas histórias, informem-se sobre eles se não sabem dirigir imitem-nos. Imitar o correto, não é pecado. O pior é continuar nestas estradas pedregosas que seus últimos dirigentes plantaram e  agora colheram os frutos, digo as pedras.

           E para encerrar, porque não aprendi a   ficar em cima do muro, eu fiz campanha e votei para vereador em Rafael Faraco, um gesto de afeto, um voto por amizade e por gratidão. Agora espero estar tudo esclarecido.    

 

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